Entrou em vigor em 1º de janeiro a nova legislação que isenta do Imposto de Renda trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil. A norma também estabelece descontos progressivos para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil, faixa que abrange cerca de 5 milhões de contribuintes, segundo estimativas da Receita Federal.

Com a mudança, uma parcela relevante da população passa a ter maior renda líquida mensal, o que tende a aliviar o orçamento das famílias e ampliar a capacidade de consumo e de pagamento de dívidas.

De acordo com cálculos oficiais, a medida deve injetar aproximadamente R$ 28 bilhões na economia em 2026, por meio do aumento da renda disponível. O efeito esperado é de estímulo ao consumo, com reflexos positivos para setores como comércio, serviços, indústria e empreendedorismo, além de impacto indireto sobre o emprego.

Na prática, o valor antes retido na folha de pagamento passa a reforçar o caixa das famílias, podendo ser direcionado para consumo, quitação de passivos financeiros ou formação de poupança.

Para compensar a redução na arrecadação, a legislação prevê aumento gradual da tributação sobre altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais. A alíquota adicional pode chegar a até 10%, atingindo cerca de 140 mil contribuintes, o equivalente a 0,1% da população. Contribuintes que já pagam esse nível de imposto não terão alteração.

Com os reajustes realizados desde 2023, a política de correção da tabela do IR resultará, entre 2023 e 2026, em isenção total para cerca de 20 milhões de brasileiros e redução de imposto para outros 5 milhões, reduzindo a defasagem acumulada da tabela ao longo dos últimos anos.